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Entrevistas - Melhores Momentos
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Confira alguns trechos das entrevistas feitas pelo portal TheNewLife com Ken O'Donnell, Maria Cristina
D'arce, Hiroshi Ushikusa, Françoise Trapenard, José Luiz Weiss, Claudio Garcia,
Gustavo Pinto, Sergio Chaia, Oscar Motomura, Alexandre Caldini, Eduardo Giannetti,
Helio Contador, Koji Sakamoto, Lais Passarelli, Marcelo Cardoso, Mario Cortella
e Vicky Bloch.
Para ler as entrevistas na íntegra
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Pela qualidade nas relações por Ken O'Donnell
"A grande pergunta para os líderes é: as pessoas ficam mais felizes quando eu chego ou quando eu vou embora? O impacto que tenho sobre os outros, se eles celebram a minha presença ou ausência diz muito sobre a minha capacidade de lidar com as pessoas. Conheço minha gente? Estou preocupado com eles e como ajudá-los a se desenvolver? Estas são perguntas que os líderes se perguntam. Elas não são as que os chefes comuns fazem. Em outras palavras, algumas vezes, eu tenho que ser um supervisor – vendo as coisas de cima. Se houver um incêndio, não é o momento de ter uma reunião para pedir a todos como apagá-lo. É a hora de mostrar força e clareza. Eu tenho que ser um "intervisor" a maior parte do tempo. Isso significa que eu estou vendo as coisas junto com os outros e partilho ideias e feedback. Mas eu tenho que ser um "intravisor" sempre. Isso significa que eu me vejo e sei como eu influencio os outros, além de saber fazer mudanças quando necessárias".
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Novos caminhos de transformação por Maria Cristina D'arce
"Precisamos, então, nos abrir para uma indagação genuína, sem pensarmos que já sabemos
as respostas. O que chamo de “perguntar o não perguntável”. Novamente, não há, nesta
minha percepção, um julgamento de que os métodos de avaliação são certos ou errados.
Estou apenas sugerindo uma reflexão sobre como é possível se perceber outras realidades
e possibilidades, ao se abrir mão dos ‘downloads’ que fazemos das próprias crenças.
Por outro lado, temos uma imensa dificuldade para contemplar o todo no qual estamos
inseridos, sem polaridades, mas como um sistema interconectado".
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Felicidade é sinônimo de determinação por Dr. Hiroshi Ushikusa – Médico Psiquiatra
"É preciso autoconhecimento e prestar atenção ao que se passa dentro de você. É
normal que uma pessoa, geralmente calma e tranquila, ficar nervosa ou aflita por
causa de algum imprevisto. Já não é normal uma pessoa ficar nervosa e aflita o tempo
todo, por qualquer razão. Perceber essa diferença e admitir que, sozinha, não vai
conseguir resolver a situação pode minimizar uma série de danos. A partir do momento
que a pessoa decide desenvolver a sua capacidade estrutural de sentir prazer, alegria,
de gostar, de amar, é possível encontrar o seu caminho para a felicidade"
Dê sua opinião sobre a entrevista ou
envie uma mensagem ao entrevistado: ushikusa@gmail.com.
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Alternativa ao Capitalismo Tradicional por Francoise Trapenard – Diretora Executiva
de RH Telefonica Brasil
"Se
o melhor que as pessoas têm a dar para uma empresa é o seu conhecimento, a sua energia
e a sua criatividade, torna-se imperativo gerenciar o nível de estresse para que
ele não impeça que este melhor floresça. Mas o que eu tenho visto e escutado não
é bem isso. A lógica de fazer mais com menos está levando todos a níveis impossíveis
de estresse e aí as decisões tomadas não são necessariamente as mais inteligentes,
a energia se sustenta debilitando a saúde e a criatividade se transfere para programas
de inovação que a tentam estimular. Como não somos capazes de calcular o custo deste
estresse, não conseguimos chamar a atenção para a urgência em se tratar deste desequilíbrio
interno que tanta força drena de nossas empresas"
Dê sua opinião sobre a entrevista ou
envie uma mensagem ao entrevistado: frantrap@telefonica.com.
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Autoconhecimento e respeito ao próximo por José Luis Weiss Diretor de RH da
Syngenta
"O
equilíbrio se consegue estando presente em cada momento. Em outras palavras, um
dos maiores desafios da vida está em entender que a única coisa que existe efetivamente
é o agora. Não dá para viver achando que só vai ser feliz quando chegar em casa,
ou quando tirar férias. É preciso aprender a tirar proveito de cada momento, enxergando-o
como único"
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"Em busca de equilíbrio e dos sinais divinos" por Claudio Garcia (Presidente
da DBM)
"Tenho
clara noção das armadilhas do ego nestas posições de poder. A possibilidade do impacto
que você pode causar nas pessoas é proporcional à luz ou à sombra que você pode
impor sobre cada uma delas. E é grande a tentação de ignorar as necessidades alheias.
Por isso, faço um exercício diário para não perder a humildade. Também fico atento
aos desequilíbrios, ou seja, presto atenção aos sinais do corpo, da mente, aos sinais
das minhas relações (com mãe, pai, esposa, filha, amigos) e, também, da alma. Quando
o desequilíbrio aparece, algo passa a nos incomodar"
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"Espiritualidade nos negócios" por Gustavo Pinto (Monge Budista com formação
em filosofia e sócio da empresa de branding Alexandria)
"Só
com o pão, o ser humano não se realiza plenamente. Não será feliz, não poderá ver
florescer quem ele é capaz de ser... nossas vidas precisam ter um sentido maior,
que nos transcenda a nós mesmos como indivíduo e nos mostre que participamos da
aventura de um tempo – a época em que vivemos – e trouxemos uma contribuição que
foi útil para além de cada um de nós, e a todos aqueles que puderem usufruir disto...
a espiritualidade é parceira da materialidade, não é adversária, antagônica. Ao
contrário, é a espiritualidade que pode levar a materialidade à plenitude de sua
pujança"
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"Cuidar do outro" por Sergio Chaia (Presidente da Nextel)
"Eu
entendo que tudo o que eu faço nesta vida, volta em dobro para mim. Cada vez que
faço algo de bom para as pessoas, eu fico bem comigo mesmo. Sem contar que a convivência
com elas é uma fonte constante de aprendizado. A cada dia que passa, percebo que
o profissional mais completo é o mais diverso, é o que navega em diferentes tribos,
posições, clubes. Porque ele aprende, se sofistica, aprende a se adaptar. E essas
capacidades, hoje, são o meu maior ativo"
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"Inovação Radical" por Oscar Motomura (Fundador e Presidente da Amana Key)
"Acho
que a coisa mais importante é assegurar que nossos líderes tenham uma visão que
eu chamo de 360 graus. Isso é uma coisa quase obrigatória para alguém ser líder.
Se uma pessoa simplesmente baixa a cabeça e trabalha como se tivesse algo operacional
a cumprir, não podemos dizer que seja um líder. Um líder talvez seja aquela pessoa
que está de cabeça erguida olhando o todo, um todo no qual opera uma pessoa consciente
das conseqüências daquilo que decide. E alguém com visão de futuro, que consiga
iluminar um caminho"
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"Espiritualidade" por Alexandre Caldini (Diretor Superintendente Exame, Você
S.A e Info)
"O poder genuíno não se baseia na opressão, na agressão, no terror. Sêneca tem uma
frase que explica bem o assunto: diz ele que toda ferocidade provém da fraqueza.
Chefes que massacram seus subordinados fazem-no por fraqueza. Temem ser descobertos
em sua humanidade e escondem seus erros e inseguranças. O verdadeiro poder baseia-se
na influência aceita de bom grado. Baseia-se no reconhecimento do mérito, da experiência,
da maturidade, do conhecimento. Essa autoridade se exerce com fraternidade e justiça.
Ela é honesta também com quem chefia, pois lhe dá a possibilidade de não saber tudo,
de ser falível, portanto humano".
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"Equilíbrio e valores espirituais" por Helio Contador (Ex-Presidente Visteon
do Brasil)
"Transparência é explicar os motivos por trás das decisões que você toma. Muitos
falam a sua equipe "não é minha culpa, se fosse por mim, eu não faria, mas vou ter
que tomar esta decisão". Você dá uma enganadinha, mas depois fica se remoendo e
em algum momento, tudo se revela. Porque a verdade sempre aparece. Porque é impossível
enganar as pessoas por muito tempo. Ser transparente é mais cômodo para mim, eu
me livro do problema e não fico com a pendência na minha consciência. È claro que
tem maneiras e maneiras de colocar as questões para as pessoas".
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"Propósito de Vida" por Marcelo Cardoso (Vice Presidente de Desenvolvimento
Organizacional da Natura)
"O exercício da busca de propósito é encontrar o seu caminho de evolução, sua própria
impressão digital que o diferencia dos outros pois traz o seu histórico de vida,
que é único. O seu propósito de vida é a capacidade de entender o significado de
suas experiências do passado e, ao mesmo tempo, projetá-las no futuro. Porque à
medida que você evolui, naturalmente, a sua evolução se coloca a serviço do outro".
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"Felicidade" por Eduardo Giannetti (Filósofo e Escritor)
"Não trabalho com o conceito fechado de felicidade, mas com duas possibilidades:
a de estar feliz e a de ser feliz. O estar feliz é um sentimento momentâneo. Já
o ser feliz é uma avaliação que o indivíduo faz acerca da sua vida como um todo".
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"Novos paradigmas nas organizações" por Koji Sakamoto (Consultor e Escritor)
"Quando a empresa começa a definir sua filosofia, sua visão, sua missão, ela já
está dando os primeiros passos concretos em direção à espiritualidade. Hoje, para
ser completo, todo projeto precisa incluir, além dos aspectos técnicos, também a
missão da organização, que até pouco tempo não era considerada. Em sua essência,
a missão representa a espiritualidade."
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"O mundo dos negócios está mudando" por Lais Passarelli (Headhunter)
"O líder servidor não legisla em causa própria. Sabe ouvir, é capaz de se colocar
no lugar do outro e tem humildade suficiente para adotar uma postura de aprendiz.
Primeiro, ele serve, provendo os liderados em suas necessidades e contribuindo para
o desenvolvimento profissional e pessoal de cada um. Como exerce a liderança de
forma verdadeira e natural, legitima-se pelo que é, e não pelo cargo que ocupa,
conquistando confiança, respeito e admiração".
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"Paradoxos na nova era" por Vicky Block (Consultora em Transição de Carreiras)
"Precisamos aprender a trabalhar com pares de opostos, que, se bem gerenciados,
conferem grande dinamismo e criatividade às organizações. Essas dualidades conjugam
elementos como “competição e parceria”, “baixo custo e alto valor agregado”, “centralização
de fluxos e descentralização de processos”, “desempenho divisional e performance
corporativa”, “evitar erros e correr riscos”, “lógica da técnica e lógica do negócio”,
“continuidade e mudança”, e outros pares desse tipo. Às vezes, temos a idéia de
que deveríamos optar por uma coisa ou outra. Mas nem sempre precisa ser desse modo".
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"Ética e Sustentabilidade" por Mário Cortella (Doutor em Teologia, Escritor
e Filósofo)
"Para entender este mundo e responder com eficácia aos seus desafios, não basta
possuir uma habilidade profissional específica. É preciso sensibilidade estética
e valores éticos. É preciso capacidade reflexiva e maturidade emocional. Daí a importância
da filosofia, das ciências humanas, da arte. Quando oferece cursos desse tipo para
seus colaboradores, a empresa amplia seu repertório de conhecimento e aumenta sua
possibilidade de influir positivamente na construção do futuro. Desenvolvimento
sustentável também diz respeito ao desenvolvimento do capital humano. Acredito que
essa é uma tendência irreversível para os próximos anos. As empresas que não perceberem
isso, em breve, deixarão de existir".
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