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Seu estudo da psique desvendou espaços interiores jamais explorados pela ciência ocidental, confirmou ensinamentos das grandes tradições espirituais e ajudou milhares de indivíduos a superar seus traumas e encontrar a saúde e a auto-realização.
Por José Tadeu Arantes
"Há um espetáculo maior do que o mar: o céu. Existe um espetáculo ainda maior do que o céu: o interior da alma humana": estas palavras, de Victor Hugo, bem que poderiam servir de epígrafe para a obra de Stanislav Grof. Cientista genial, esse psiquiatra tcheco, nascido em Praga em 1931 e radicado desde os anos 60 nos Estados Unidos, é um dos principais protagonistas da moderna pesquisa da consciência.
Ao longo de cinco décadas de intensa atividade, ele recolheu e sistematizou informações fornecidas por milhares de pessoas que, sob sua supervisão direta, tiveram acesso a estados não usuais de consciência. E, a partir desse levantamento, elaborou um sofisticado mapeamento da psique humana. Sua “cartografia” do espaço interior contempla “territórios” já explorados por Freud, Jung e outros grandes da psicologia. Mas descreve também “regiões” antes totalmente desconhecidas pela ciência ocidental, confirmando ensinamentos das antigas tradições espirituais.
O método terapêutico que Grof elaborou a partir desse estudo tem ajudado indivíduos dos cinco continentes a superar seus traumas psíquicos e a encontrar novos patamares de saúde psíquica, felicidade e auto-realização.
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