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Em mim mesmo

Compartilho com os leitores, poema presenteado pelo Conselheiro do thenewlife, Alfredo Assumpção, na data de seu aniversário.

Cada degrau mais alto que subo, escalo,
dentro de mim e em direção a mim mesmo,
sinto-me mais sozinho, mais real, gente.

O rosado e macio da pele se perdem.
E no embranquecer dos meus cabelos
minha essência me chama e acode.

Amigos e amantes, vejo-os mais longe
pelo retrovisor do tempo, em acenos
de mãos que precisei e não mais preciso.

Na minha solidão perene sigo e aprendo.
Introspecto e leio caminhos tortuosos.
Leitura que bancos de escola não ensinam.

Estudo sempre o que mestres ensinaram.
Mas aprendo mais nas lições em mim.
Nunca ódio ou amor. Apenas procura.

Dançando pelos acordes em mim mesmo,
uma orquestra entoa as notas a seguir.
Estou chegando em cada dia, cada ano.

O nirvana se aproxima. É o meu quintal.
É quase hora de estar, morrer, sossegar.
Bem vinda a paz que me abraça e abençoa.

Estarei mais só que agora e que nunca.
Deveras feliz, radiante, ensinando talvez.
Porque a vida me ensinou buscar felicidade.


Dia após dia

Tenho notado a vida que muitos executivos colegas meus levam. Nunca há tempo para nada, as conversas são superficiais e rápidas e parecem estar viciados em se auto-promover. Estão ficando mal educados, olham para você e não te veem, parecem estar sempre no palco. Que coisa chata conviver com estas pessoas. Acho que este é um dos efeitos do sucesso aparente.
O trabalho para mim, sempre foi uma fonte de energia e estímulo, também o caminho para servir e ajudar organizações a progredir. Não devo ter acertado sempre, mas é constante o meu cuidado em usar minhas habilidades a serviço dos outros e não para minha auto-promoção. Trabalhar para trazer sentido a minha vida. Mas o mais crucial de tudo isso, é a forma como a vida está sendo vivida.

O aspecto mais essencial para pensar o que passamos hoje é o sequestro do tempo vivido e da experiência que se liga a ele: a vida foi vivida mas não como algo que tenha sentido. A palavra experiencia tem relação a capacidade de comprender o que vivemos, de elaborar.
Nestes tempos apressados, nossa busca precisa ser por reconstruir o que nos é roubado pelo modo de vida e que nos dá a sensação de estarmos vazios.
Para sair disso, só plantando, dia a pós dia, a vontade de fazer sentido em tudo que fazemos.
disse Marcia Tiburi, filósofa e escritora, em entrevista a Revista Fleury Saúde em Dia edição 15 de abril de 2009.


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