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O ponto cego

Boa a matéria de Monica Manir do Estadão deste domingo:Entre a cautela e o forte apelo ao perigo.

O insondável se aproxima. E turva a visão. E traz insegurança. E gera paranóias que alimentam o maior negócio do mundo: a indústria da redução do risco. Do vírus de uma gripe à guerra bacteriológica, do consumo de drogas à explosão do terrorismo, do desemprego à instabilidade no mercado de ações, todos os dias ameaças subjugam nossas mentes; como escapar do permanente estado de alerta?

O inglês John Adams, professor emérito de geografia da Universidade de Londres,autor do livro Risco, dá a pista: O homem terá de conviver dentro dele, ao mesmo tempo, com o Homo Prudens, que tudo controla e o Homo Aleatorius, que tudo arrisca. E ele completa:
Quanto a gerenciar o risco, relaxe. Risco é uma palavra que se refere ao futuro. Toda vez que me perguntam sobre risco, as pessoas querem na verdade saber como gerenciar melhor a vida. Entre minhas modestas sugestões, começo lembrando que seus palpites são fortemente influenciados por suas crenças e seu comportamento é muito influenciado por seus palpites.
Portanto, voltamos ao básico. Tudo começa com a atitude huamana. Rever crenças, palpites e comportamentos já é um bom começo para a segurança, mesmo que imaginária.


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