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Empresas familiares preocupam-se mais com o bem estar de seus funcionários

Pesquisa feita pela IESE Business School chamada La Empresa Familiar: Percepciones de los Estudiantes de MBA relata que a maioria deles acredita que as empresas do tipo familiar são lugares melhores para se trabalhar do que as não familiares. Para eles, essas empresas tendem a pagar salários e bônus inferiores, mas compensam com benefícios não econômicos e atendendo melhor as necessidades cognitivas e afetivas dos funcionários, promovendo o seu bem-estar.

O bem-estar psicológico das pessoas, sublinha os estudantes, não depende só de fatores materiais e, para eles, é justamente essa capacidade de ir além do tangível o que diferencia as empresas familiares das outras, que procuram motivar os empregados com recompensas materiais. Isso é especialmente importante em momentos de crise, como o atual, em que se torna mais importante para as organizações antecipar-se aos fatos para garantir o bem-estar psicológico no ambiente de trabalho.

Os alunos também reconhecem que as empresas de caráter familiar têm mais dificuldades para atrair bons profissionais. Afirmam que essas empresas deveriam aproveitar mais, com esse objetivo, suas qualidades positivas como valorização da família e visão a longo prazo.

A pesquisa dá outras indicações. Os entrevistados acreditam, por exemplo, que o acesso à informação costuma ser mais difícil nas empresas familiares e que, nessas organizações, os funcionários têm menos liberdade para tomar decisões.

Mas, nesse sentido, é importante sublinhar que apesar do acesso à informação representar um desafio, especialmente para funcionários que não façam parte da família proprietária, o forte sentido de identidade e clima de confiança existente nessas empresas podem promover uma comunicação aberta.

Para os entrevistados, uma das principais vantagens das empresas familiares é justamente a capacidade de criar um ambiente de cooperação e confiança, ao lado do orgulho na participação no negócio.


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