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O mal-estar da civilização

Este é o nome do artigo de Olga de Mello, para o Jornal Valor deste final de semana.

Mais de 80 mil brasileiros se afastam do trabalho p/ano por problemas de sáude mental. Em 2006, os transtornos do humor representaram o 2o motivo de ausência de trabalho, principalmente para quem trabalha em serviços de saúde e financeiro, informática e educação.

A depressão se destaca no momento histórico da pós-modernidade em que o homem diminui progressivamente seu nível de suportar dores físicas ou emocionais e, diante de um apelo de ordem social pelo desempenho, o indivíduo não pode falhar nem fracassar. Executivos estão entre as categorias que mais sofrem com a pressão por resultados. Por um lado, há uma banalização do uso de remédios, por outro, pessoas angustiadas com as responsabilidades que são obrigadas a assumir, diz o psiquiatra Joel Birman.

As empresas devem ficar atentas para as perdas e oferecer instrumentos para reflexão. É lógico que cabe ao indívuo fazer escolhas que melhor se adaptam aos seus valores, mas só poucos tem o privilégio de optar por uma vida profissional menos transtornada.

Cabe ao indivíduo também apropriar-se de sua própria história e conhecer-se a fim de ter mais controle de si proprio e de suas emoções. Foi-se a época em que a terapia era velada. Hoje os medicamentos, não garantem a cura, e sim a dependência. Para muitos espiritualistas, eles só postergam a solução do problema, trazendo ao usuário uma falsa sensação de bem estar!


Dia do Trabalho, as atitudes são a chave!

Conheci o pensamento de Marilyn Ferguson através de seu livro, A Conspiração Aquariana. Um relato corajoso sobre mudanças na consciência humana, que sintetizou para mim muito do que eu pensava em segredo.

Há algum tempo me sinto intrigada com o prevalecente pessimismo entre os grupos profissionais. Vejo entre eles que a busca pela auto-estima que emana do trabalho interessante, estimulante e produtivo, parece sem fim.

Não deveria haver uma separação entre trabalho e prazer, entre convicções e carreira, entre éticas pessoais e profissionais. A fragmentação se torna cada vez mais intolerável para a pessoa que se desloca na direção de uma maior percepção de si mesmo e da vida.

Temos opções. Podemos migrar para um estado mais livre, disse Marilyn. Há um número crescente de pessoas que procuram ver com mais clareza, amar com maior sinceridade e causar menos sofrimentos. As atitudes, e não as respostas em si, são a chave.

Escrito há 28 anos atrás, Marilyn já relatava uma verdade absoluta sobre os tempos atuais!


Benvinda, Lais!

O portal recebe mais uma contribuição fabulosa: a entrada da Lais Passarelli no Conselho Consultivo. A missão da Lais é oferecer insights, opiniões e sugestões que levem ao aprimoramento contínuo do portal.

Além de ser uma expert em buscar talentos para seus clientes, Lais é uma grande amiga e parceira de convicções e projetos. Sempre está disponível para me ouvir e sugerir temas para reflexões. Muito conhecimento já trocamos no campo da ética e da espiritualidade no trabalho. Acreditamos nas mesmas coisas... é uma honra poder contar com sua maturidade e experiência de vida.

Esta foto foi tirada por ela.

Laís, benvinda e obrigada!


Recompensas de verdade

Em seu livro A última Grande Lição, Mitch Albom relata as últimas reflexões e pensamentos de um grande professor à beira da morte, em conversa com seu aluno. Em um dos capítulos ele fala sobre posses.

Temos uma forma de lavagem cerebral em nossa sociedade. Sabe como se lavam cérebros? Repete-se uma coisa constantemente, é isso que fazem em nossa sociedade. Possuir coisas é bom. Mais dinheiro é bom. Mais posses é bom. Mais consumo é bom. Mais é bom... Em toda parte por onde andei, conheci pessoas querendo abocanhar alguma coisa; um carro novo, uma nova propriedade... Depois que abocanham, precisam contar aos outros: Sabe o que comprei? Adivinhe o que comprei?...

... tem havido enorme confusão nesta sociedade quanto àquilo que queremos, em face do que precisamos. Sabe o que realmente traz satisfação? Oferecer aos outros o que temos para dar. Não falo de dinheiro. Falo de tempo útil. Do interesse pelos outros. Dedique-se à sua comunidade, seus clientes, seus amigos, empenhe-se em criar alguma coisa que dê sentido e significado à sua vida.

Se está querendo se exibir para pessoas que estão por cima, desista. Faça o que fizer, elas olharão para você com superioridade. E se está querendo se exibir para os que estão por baixo, desista também. Elas invejarão você, só isso. Posição não leva a nada. Só um coração aberto permite à pessoa flutuar em igualdade entre seus semelhantes. Doar-se aos outros é o que faz sentir-se vivo. Fazendo aquilo que vem do coração, não ficará insatisfeito, não sentirá inveja, não estará aspirando a bens que pertencem aos outros.
Muito pelo contrário, ficará assombrado com as recompensas da vida, com o que receberá de volta!


Qual é o seu projeto?

A questão do equilíbrio para mim, se resume na integração entre a vida familiar e o trabalho... e não divisões de papéis.

Quanto tempo devemos dedicar ao trabalho, a família, aos projetos particulares? Esta não é uma pergunta correta!

Equilíbrio não é uma questão de matemática. Se fosse assim, qualquer pessoa com uma calculadora e uma agenda eletrônica pareceria tão serena quanto ao Dalai-Lama.

Equilíbrio é uma questão de projeto. È uma questão de fazer as pazes com os seus valores e prioridades e reconhecer os sacrifícios que eles requerem. Numa palavra, equilíbrio tem a ver com disciplina: decidir o que é importante e a partir daí criar uma estrutura que defina como você gasta o seu tempo!


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