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Ninguém há que não necessite de Indulgência

Em tempos de Natal, penso sempre no perdão. Talvez seja porque todos nós estamos desejando um monte de coisas para nossos amigos e conhecidos e a energia desta época é de confraternização e de votos do bem.

Em minhas anotações deste ano, encontrei esta pérola retirada de um livro, que não me lembro o nome. A leio com frequencia, e procuro (não é sempre que consigo) manter a minha vigilância diária.

Aquele dentre nós que estiver sem pecado atire a 1a pedra, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever para nós próprios, porque ninguém há que não necessite, para si mesmo, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com maior severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros aquilo de que nos absolvemos.

Antes de verberarmos a falta de alguém, vejamos se a mesma censura não nos pode atingir. A reprovação lançada à conduta alheia pode obedecer a duas finalidades: reprimir o mal ou desacreditar a pessoa cujos atos se criticam.

Não julgueis, se não quiserdes ser julgados. A autoridade para reprovar está na razão direta da autoridade moral daquele que faz a reprimenda. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena em seu próximo é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão.

Uma única autoridade legítima existe aos olhos de Deus: a que se fundamenta no exemplo que se dá do bem!


Para pensar com Buda


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