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Liderança para sempre


Ontem, na casa de Margarita Bagdassarova, Diretora Executiva do WTC e idealizadora do Women Partners, falávamos sobre liderança. Um tema amplo e debatido no universo do trabalho, mas ainda esvaziado de exemplos vivos.

Infelizmente, tínhamos poucas boas histórias para contar.

Eu tive a sorte de conviver com grandes líderes em minha vida profissional: Robin Blackhurst, Richard Hudacheck, Josino Garcia, Bernardo Parnes, Alexandre Koch, Maria Pilar Tisner e muitos outros, que exerceram papel fundamental no meu crescimento. Cada um com seu estilo, todos me ajudaram no aprimoramento incansável do caráter.

Tive uma das mais ricas experiências profissionais na Merrill Lynch, onde trabalhei por mais de 9 anos. Lembrei-me de uma situação com Bernardo Parnes, a quem eu me reportava na ocasião. Em meu processo de saída para assumir novos desafios, Bernardo me convidou a pensar sobre o valor do aprendizado que eu havia acumulado ao longo de todos os anos junto àquela fabulosa instituição. E sugeriu que, se esse sentimento fosse de gratidão, eu não medisse esforços para oferecê-lo futuramente àqueles que fizessem parte do meu universo profissional. Deveria distribuí-lo da forma como entendesse a melhor.

Na época, aquele estímulo me fez refletir. No processo de acerto de contas, inerente ao termino do contrato, fiz uma doação de boa parte do valor recebido a uma das instituições carentes que a própria Merrill Lynch apoiava. Naquele momento, aquela foi a forma que eu encontrei de retribuir.

Até hoje guardo comigo essa orientação: a de ser e me fazer útil a todas os profissionais que me procuram na ânsia de resolver suas dúvidas sobre carreira.

Bernardo foi além de sua função como presidente: levou-me a ampliar a minha consciência.

Há líderes, e há pretensos lideres. Uns te empurram para o alto e te inspiram para o melhor, outros apenas cumprem sua função, limitados a seus próprios interesses.

Acredito que cada um colherá, com o tempo, os frutos das sementes que plantou.


A Porta do Lado


Ontem tive uma decepção daquelas. Inesperada. Veio de uma pessoa que eu nem imaginava. Por um tempo, fiquei absorta. Paralizada. O passar das horas curou. Na tentativa de me acolher, meu marido me enviou este texto.

Pelo menos me ajudou a ver o fato sob uma perspectiva diferente.

Adoraria saber quem o escreveu.

Li uma ótima entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella à revista Marie Claire, não lembro exatamente em que edição. Disse ele na entrevista que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles?

Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e, às vezes, saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. Vinte e quatro horas têm sido pouco, para tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece, que tão pouca coisa na vida, dos outros, dá errado.


Na Exame, a difícil arte de fazer escolhas!


Genial, instrutiva e inspiradora a matéria de capa da última Revista Exame de 28/2/07, edição 889 sobre Grandes Decisões. Principalmente a abordagem com relação a questão das dúvidas e das pressões externa e interna que um executivo sofre ao ter de fazer escolhas. Ao longo de minha carreira profissional, eu passei por várias situações difíceis, ao ter de fazer escolhas complexas.

Além de enfrentar a solidão inerente à posição que ocupa, o executivo enfrenta as contradições das dúvidas, num mundo com cada vez mais alternativas e saturado de informações.

Além de, obviamente, contar com uma equipe de profissionais competentes que o apoiem na produção de indicadores e informações suscintas sobre o cenário do negócio e da empresa, o executivo deve contar com uma boa dose de intuição.

Intuição, para mim, é a somatória de empatia com conhecimento. Isto é, colocar-se no lugar dos outros, a serviço dos outros (consumidores, funcionários, acionistas, clientes, etc) e aliar o conhecimento adquirido através dos muitos passos dados ao longo da vida.

Empatia e Conhecimento = Intuição. Uma fórmula eficaz no processo solitário e arriscado da tomada de decisões, principalmente quando esta envolve um grande número de pessoas.

Quem tem de fazê-las em nome de outros, sabe da responsabilidade e da difícil tarefa que tem !


Meditação com Pink Floyd


A maioria das pessoas já ouviu falar ou conhece a meditação. Nos tempos atuais, a prática tem sido disseminada em vários meios, comunidades, academias e até em empresas.

A explicação mais comum para a meditação é a condição de se criar um espaço aberto na mente, uma espécie de vazio de pensamento aonde a criatividade, o equilíbrio e a serenidade possam emergir naturalmente. Praticada de formas variadas, dependendo da filosofia que a apoia, a meditação pode ser um antídoto eficiente para combater a confusão do cotidiano.

Eu acredito na meditação. Da minha forma. Acho que meditação é toda oportunidade que a gente tem de parar o pensamento, por um segundo, alguns minutos, uma hora, várias horas e apenas... contemplar. Contemplar o nada, a mente livre. Tenho amigos que meditam de manhã; pensando nas atividades que virão; outros no trânsito... recitando mantras repetidamente; alguns numa caminhada... apreciando as nuâncias da natureza; ou mesmo de olhos fechados... prestando atenção na respiração; outros observando a arte ou mesmo ouvindo uma boa música...

Meditação é silencio interior, mesmo que fora o barulho seja estridente. Meditação é um estado de apreciação completa do momento presente, aquele que você tem nas mãos, o instante de vida.

Eu e mais 45 mil pessoas fomos ontem ao show do Roger Waters ouvir ao vivo o disco The Dark Side of the Moon, que vendeu 40 milhões de cópias e ficou 14 anos como um dos mais vendidos.

É impressionante o fascínio que este grupo exerce sobre milhões de fãs em todo o mundo. Muito se deve as letras das músicas que têm um forte apelo político e encorajam as pessoas a questionarem muitas coisas, e a pensarem com suas próprias cabeças.

Todos nós carregamos incorfomismos, dúvidas e perguntas sem respostas. Um tipo de sombra, um lado contraditório. A sombra - the dark side - significa muitas vezes para mim, os opostos.

Durante o show, fechei os olhos vários instantes e me envolvi com o som espetacular da banda e o vibrante clamor coletivo da platéia. Foi um tipo de meditação. O barulho externo e o silêncio interno, juntos, em harmonia, inspirados pelo maior grupo de rock progressivo de todos os tempos.

Um show espetacular!


Presa na teia que eu mesma teci.

Hoje a Adri, minha irmã, me apresentou uns mimos que ela criou para eu presentear aqueles que apóiam o portal thenewlife. Esta é uma das formas que a Sensible (empresa que ela idealizou) encontrou para contribuir com o portal.

A Adri é uma empreendedora nata. É criativa, dinâmica e de uma alma generosa e otimista. Desde pequena ela não esconde seus dotes artísticos.

Somos complementares (na foto, a Adri de azul e eu, de rosa). Eu sou habil em planejamento, construção de idéias e execução de tarefas complexas. Ela tem talentos manuais excepcionais, é altamente criativa e emprendedora e tira fotos de uma sensibilidade peculiar. Ela puxou meu pai, que até hoje, é um exímio fotógrafo, vencedor de vários prêmios. Eles dois são os responsáveis pela maior parte das fotos maravilhosas da galeria de fotos deste portal.
Esta é a foto mais recente que ela me mandou. Mais uma vez, ela me presenteia com um toque de sensibilidade e atenção aos detalhes da vida...
Cris, esta foto tem um significado especial pra mim...é assim que me sinto as vezes na vida. Presa aos fios da teia que eu mesma tecí....amarrada a conceitos antigos e arcaicos.... Se não tomo a atitude de mudar, sou vencida e esgoto minhas forças.... Amo esta foto. Apesar de não estar entre as mais bonitas que eu tirei. Coloque no portal se você quiser. Adri

Assim como a Adri, acho que todos nós, ao longo da jornada, nos sentimos presos a velhos hábitos. O bom é saber que as mudanças são a única coisa certa na vida.


O Lapidador de Diamantes no Brasil

Grande noticia que minha amiga querida Patrícia Muller da HPI me deu hoje. O monge e autor do livro O Lapidador de Diamantes, Gueshe Michel Roache estará no Brasil de 27 a 29 de março, em palestras na Faap e Sesc.

Logo ao saber da vinda dele, fiz minha inscrição no evento. Fiquei curiosa e vou procurar saber quem teve a genial idéia de trazê-lo e o que motivou o convite.

Eu ganhei este livro do meu querido amigo e conselheiro Sergio Chaia. Foi a primeira vez que tive acesso ao Monge Michel e suas idéias. Eu adorei a leitura, principalmente a seção de perguntas e respostas na qual ele apresenta vários problemas do dia-a-dia dos negócios com possíveis soluções e práticas sob a perspectiva da milenar filosofia budista.

Gueshe é o título atribuído aos monges que dedicam boa parte de suas vidas estudando a filosofia budista até atingirem um grau elevadíssimo de conhecimento.

Vai ser um privilégio receber este conhecimento ao vivo.

Acompanhe semana que vem a entrevista que o Gheshe Michel fará ao portal thenewlife!


Como seria a vida sem amigos?


Todas as 2afeiras reúne-se na casa da Mônica Figueiredo, Diretora de Redação das Revistas MTV e Pais e Filhos, um grupo de estudiosos simpatizantes da filosofia budista. Informalmente liderado pelo monge budista Gustavo Pinto, o grupo forma o que o Budismo chama de sangha. De forma simplista, sangha significa comunidade ou um agrupamento de pessoas que atingiram certo grau de um determinado conhecimento em comum.

Conheci a Mônica na caminhada que fiz em 3/3 ao redor do Morro do Japão(na foto, parte do grupo, a Monica é a segunda da dir. p/ a esq.). Além da inteligência estampada na sua trajetória profissional, a Mônica contribui para a comunidade com um bom humor e um alto astral absolutamente contagiantes. Com ela, reforcei a importância do gostoso e refrescante poder das boas risadas e de se entregar a uma conversa solta, sem preconceitos.

Em nosso último encontro, aprendi com o Gustavo: A essência do Budismo acontece no convívio e não no isolamento, como muitos imaginam ser. Pois não se pode ser altruísta a sós, consigo mesmo... a vida é extraordinária porque existem pessoas que nos ajudam a descobrir que há um paraíso no caos da atualidade.

É um pouco deste paraíso que descubro quando estou ao lado da Monica e em todas as oportunidades que ouço o Gustavo falar.


Mediação de conflitos, uma profissão!

Nós somos especialistas na vida dos outros. Sobre nós, sabemos muito pouco. Precisamos julgar menos e começar a ouvir mais.

Este foi um dos aprendizados do 2º de cinco módulos do curso de Mediação que eu estou fazendo no Instituto Familiae, um local de estudos e pesquisas sobre terapias sistêmicas.

Soube recentemente que Mediador(a) é uma profissão, o que fez com que meu interesse pelo assunto aumentasse. Engenheiros, advogados, psicólogos, até médicos compõem o diverso grupo do qual faço parte. Para mim, que dedico há anos ao assunto de desenvolvimento de pessoas no universo corporativo, a mediação tem um encanto e uma utilidade impares.

Uma das coisas mais intrigantes do curso é a forma como ele é conduzido. De maneira construtiva, os instrutores vão negociando os próximos passos com o grupo e o envolvendo em problemas complexos para a busca de soluções coletivas, exercitando o potencial das perguntas. As perguntas genuinamente cusiosas são um instrumento muito eficaz num processo de mediação. É através delas que fazemos o outro pensar sobre o problema que está enfrentando e sobre seus valores fundamentais e se tornar responsável pela sua história.

Mediação e Filosofia... todo mundo deveria conhecer!


Escolhas: uma nova maneira de pensar a vida

Saiu no começo da semana no Portal da Propaganda: "A Spinola Comunicação Integrada preparou para a Liquigás uma campanha de endomarketing especial para o Dia Internacional das Mulheres. A empresa reuniu 180 funcionárias e colaboradoras no auditório do Hotel Crowne Plaza, em São Paulo, para a palestra "Escolhas: uma nova maneira de pensar a vida", ministrada pela administradora de empresas Cristina Aiach Weiss".

O evento foi um sucesso, a equipe que trabalhou é super competente: Ana Claudia, Luciana, Gabriel e Italo. A eles, meus parabéns pelo talento. As mulheres da Liquigás, o meu muito obrigada, pelo entusiasmo e alto astral. Valeu!


Aiuruoca, Minas Gerais - Quem conhece não esquece jamais.


Aiuruoca
Aiuruoca

Este final de semana estive em Aiuruoca, MG. Uma cidade silenciosa e pacata em meio a uma natureza exuberante e soberana. Com 3.000 habitantes na cidade e 5.000 na roça, Aiuruoca é conhecida por poucos mas deveria estar no roteiro de qualquer brasileiro amante da natureza.

Particularmente nestes dias, o céu é azul turquesa contrastando com o verde da vegetação que apresentava-se em múltiplos tons. A 380 km de São Paulo, tem cachoeiras quase virgens, como a dos Garcias e o Pocinho São Bernardo e um vale encantando, o Vale do Matutu, aonde vive uma comunidade em meio às montanhas. Comi uma truta maravilhosa no Restô do Kiko e da Kika, defumada pelo Kiko (um Inglês com traços de mineiro) e acompanhada de batata rosti e arroz integral, preparados pela Kika (uma Portuguesa afinadíssima na cozinha). Aiuruoca, mais um patrimônio mineiro.


A competição e a convicção.

Ganhei ontem de um amigo o Livro das Citações de Roberto Dualibi. Lá encontrei mais de 9.000 frases, ditados, etc. sobre todos os temas e autores que se possa imaginar. Uma bíblia das frases. Para mim, apenas uma referência, sem grandes fascínios pelo livro.

Uma frase, na seção "negócios" me chamou atenção: "Não basta ser bem sucedido, os outros também precisam fracassar" de Gore Vidal. Acho que muitos no universo corporativo, ainda nutrem estes sentimentos perversos de competição e destruição dos tidos como seus concorrentes internos. Há aqueles ainda que mesmo sem serem bem sucedidos, ou talvez por isso, passam boa parte do tempo, tecendo fofocas e criando situações para destruir aqueles que, silenciosamente caminham cumprindo suas metas. Não é fácil sobreviver a selva corporativa. A gente precisa ter além de força de carater, convicção de nossos valores e propósito.


Terra da Paz em Mato Grosso... um encontro com o inesquecível.

Chapada dos GuimarãesTerra da Paz
Neste final de semana estive visitando a soberana Chapada dos Guimarães em Mato Grosso. Que lugar maravilhoso, parece que Deus cortou com uma faca gigante as formações rochosas, criando imensas plataformas suspensas.
Em especial, fizemos a caminhada ao redor da Morro do Japão, na Terra da Paz, idealizada pelo Monge Budista, Gustavo Alberto Corrêa Pinto.
Uma caminhada de 15 kilometros que se inicia as 4hs da manhã. Com voto de silêncio, o grupo caminha durante mais de 4 horas, meditando sobre os ensinamentos do Grande Buda nos 4 pontos cardeais. A caminhada termina num banho de cachoeira de água cristalina, na qual é possível beber de tão pura.

Um fim de semana abençoado!


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